Colunistas e blogueiros cogitam a possibilidade da retirada da candidatura presidencial de Sérgio Moro, quando a disputa estiver mais acirrada e o verdugo curitibano perceber que não decola.
Aí retiraria a candidatura presidencial, provavelmente fecharia com um candidato da terceira via que apoiasse sua candidatura ao Senado Federal, imaginando transferir votos em troca de prestígio pessoal.
No momento, todavia, Moro está no pior trecho do percurso dessa travessia, sem condições de retornar ao início, ao mesmo tempo que adquiriu a sensação de impotência pra concluir a caminhada com êxito.
É a mesma angústia que acomete Boçalnaro, como Moro, rejeitado por mais de 60% do eleitorado, com a certeza de que seu governo desastrado, trágico e negativo falará por si e o levará à derrota humilhante.
A desistência de Moro é mais verossímil porque sua mudança de rota não significará uma derrota absoluta, afinal, ele nunca disputou cargo eletivo, dar um cavalo de pau poderá parecer, para parte do eleitorado, fuga estratégica diante de uma da polarização que a mídia conservadora pinta como diabólica.
Já Boçalnaro, caso aceite desistir como sugeriu o 01, terá reconhecido prematuramente a derrota, sendo sua ida ao Senado apenas a volta ao ostracismo parlamentar que caracterizou seus vinte e oito anos como um dos mais inoperantes que o país já viu, ócio até hoje remunerado e reajustado a partir de janeiro próximo.
Mas há, ainda, a possibilidade de nenhum dos dois desistir, sempre na espera daquele momento da eleição onde a migração de votos parece uma enchente que sai arrastando tudo que tem pela frente no rumo de uma encosta, as pesquisas atuais justificam essa expectativa, tanto da parte do fascista de caserna quanto da do togado. A conferir.


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