Aparentemente, estamos vivendo uma conjuntura igualzinha a vivida em 2002, inflação na casa dos dois dígitos, fome, arrocho salarial, economia quebrada, todavia, os novos componentes agregados a esse quadro são bastante preocupantes.
Se, lá atrás, o povo não deu ouvidos à Regina Duarte e sua encenação canastrona de medo, sabe-se lá do que, talvez das coisas que levaram ao golpe militar/empresarial de 1964, em uma estranha inversão em que as vítimas foram responsabilizadas pela tragédia, hoje é diferente.
Há um espectro monstruoso atordoando o cotidiano do povo brasileiro, que se adonou do poder como se peste camusiana fosse e agora exige mobilização de todos e todas para exorcizá-lo, novamente esperanças depositadas em Lula para comandar essa reviravolta e resgatar a felicidade.
Pior é que esse monstro acabou se multiplicando, ao parir uma outra figura horrenda que muito havia contribuído para que essa peste se instalasse no cotidiano brasileiro, uma mistura de farsa e tragédia, pretendendo ser a versão 2022 do flagelo da eleição passada do pesadelo que não quer passar.
Se serve de consolo, caso a eleição caminhe para ser decidida no 2º turno, a tendência quase consolidada é que um desses monstros matará o outro, facilitando a tarefa de Lula na hora de enfrentar o bicho ruim que não quer ser derrotado, mas a força do povo terá tudo para triunfar e fazer reinar novamente a felicidade.


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