Boçalnaro trata seu futuro partidário como se fosse um jogador de futebol estudando propostas de clubes interessados em contratá-lo como reforço.
Esqueça-se qualquer indício de avaliação da conjuntura nacional, por parte do cobiçado 'atleta', deixemos de lado a ilusão de sua capacidade para somar em um projeto coletivo na disputa pelo poder político.
Sua retórica chinfrim usa a metáfora do casamento, dois pretendentes serão contrariados e apenas um contemplado, como explicação à futura decisão, como se isto estivesse restrito ao foro particular do indigitado.
Não está. Muito menos isto pode ser visto como nova forma de tratar a política nacional, um modo de agir livre das tratativas tradicionais, em que a institucionalidade seria um círculo vicioso a ser contornado com ação voluntarista.
Conversa fiada. Trata-se de acerto eivado dos mais torpes cacoetes da política tradicional, onde o cobiçado empreende um leilão que lhe permita arrematar ativos da legenda a ser escolhida, a começar do fundo eleitoral disponível.
Certamente que não se pode esperar grandes arroubos pautados em convicções ideológicas de Republicanos, PL e PP, legendas que o tempo e a existência encarregaram-se de desnudar como grupos rapaces em operação de caça.
Também fica claro, neste momento, que Boçalnaro está prestes a juntar-se a um grupo de abutres a fim de reiniciar legalmente sua caminhada em busca do butim disponível, hoje e desde o final do século passado roubado através do ardil das privatizações. Triste.
Nenhum comentário:
Postar um comentário