Seria até risível, não fosse a revoltante vigarice que encerra, essa encenação falsária de certas figuras da política carreirista de serenidade, sobriedade, equilíbrio e a sabedoria ausentes nas suas respectivas formações deformadas.
É o caso do melífluo governador de São Paulo, João Dória Jr, quando desfia sua retórica velhaca em favor de uma descabida, porque fora de lugar, terceira via na política como a panaceia que tenta reinserir na disputa presidencial a chusma outrora componente da privataria tucana toscamente repaginada.
Curioso é a cara de pau e as mãos sujas, embora lavadas nas águas da traição, que o indigitado se apresenta omitindo que apunhalou o candidato presidencial de seu partido, em 2018, optando de forma farisaica pelo extremista Bolsonaro, sem qualquer pudor ou preocupação "com os extremos".
Como sem vergonhice pouca é bobagem, o sacripanta sudestino ainda deu aula de dissimulação ao comentar a patética traição da bancada de seu partido na Alepa ao ex governador tucano Simão Jatene, chamando-o enviesadamente de desonesto, saindo-se com essa pérola, "Seguirei e apoiarei aquilo que for bom para o PSDB do Pará".
Como confiar na serenidade desse mascate? O que dizer da mercantilização a qualquer preço de certas lideranças de seu partido, em troca de um acasalamento eleitoreiro de conveniência? São perguntas que já trazem a resposta inserida a respeito do, ou falta de, caráter de um aventureiro capaz de qualquer negociata para atingir objetivos escusos.

Um comentário:
Mas esse Dória quer ser ungido como terceira via traindo um ex governador tucano, eleito três vezes ?
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