Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

O 7 de setembro que provoca arrepios nos jornalões


Jornalões em polvorosa, com possíveis atos de vandalismo politico dia 7 próximo, gastam muita tinta e papel pedindo que as instituições reajam aos arroubos golpistas que já pululam aqui e acolá entre as PMs de diversos estados.

Essa demonstração de temor é o que Boçalnaro almeja nesse momento em que está encurralado pelo STF e CPI do Genocídio, daí dar demonstração de força da única forma que conhece, intimidar desafetos à base da demonstração de força bruta.

Todavia, é preciso lembrar que os mesmos que hoje escrevem assustados por temor do que possa ocorrer no 7 de setembro, a partir das iniciativas de setores das polícias militares, já manifestaram suas respectivas covardias, outrora por medo que as Forças Armadas fizessem o que PMs ameaçam.

Dada a formação intelectual precária dessas tropas, que têm na raiz de sua formação militar a famigerada teoria da "ameaça comunista", tudo é possível, enquanto reação ao repúdio massivo demonstrado pela sociedade brasileira contra o governo desastrado do atual presidente da República.

No entanto, percebe-se que há uma certa perplexidade diante da ferocidade governamental contra a normalidade democrática, daí as Forças Armadas demonstrarem cautela diante do convite a que patrocinassem uma aventura autoritária nos moldes daquela verificada em 1964.

Sem apoio externo dos EUA, logo, sem apoio dos comandos das FAs, restam as PMs e o efeito manada que leve à aventura quem usa arma no país, de forma legítima ou não, o que inclui setores da Polícia Federal, patentes mais baixas das forças armadas, as sempre obscuras milícias, setores das polícias civis e assemelhados.

Assim, com as tropas em estado de insurreição contra as instituições, o golpe acabaria arrastando os comandantes à adesão. Pode ser. Mas, também pode ocorrer de um general dar novamente voz de prisão ao mesmo capitão/sabotador de outrora; e aí o levante ruiria como castelo de cartas, com os atores revoltosos voltando à rotina do respeito à hierarquia. Só isso, talvez.  

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