Morreu esta manhã, no Rio de Janeiro, o cientista político tucano Francisco Weffort, aos 84 anos, que militou no PT desde a fundação do partido até 1994, quando passou para o PSDB pra ser ministro da cultura de FHC.
Ressaltado pelo site UOL como intelectual de esquerda, despiu essa 'fantasia' na data acima citada, ao juntar os trapos da teoria da dependência do patrão, com sua crítica ao que chamava em seus escritos "populismo de esquerda".
Na verdade, sua retórica de viès 'partidão' era mais próxima das teorias do liberal José Guilherme Merquior, este um feroz crítico de tudo que os intelectuais da esquerda produziam à época, embora o próprio Merquior se achasse um 'socialista liberal'; sabe-se lá o que isto significa.
Ao contrário de José Arthur Giannotti, outro intelectual próximo dos tucanos recentemente falecido, Weffort seguiu participando da construção da base teórica da guinada conservadora do PSDB, culminando com a ferrenha defesa do golpe de2016, que derrubou sordidamente a presidenta Dilma.
Lamentavelmente, vai com o falecido para o túmulo, ou à cremação, sua obra literária inservível enquanto diagnóstico de certos traços da esquerda brasileira, salvo para analistas de redação da mídia brasileira, que se agarram até em rabo de crocodilo para escapar do naufrágio retórico herdado da guerra fria. Paciência!


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