É o próprio jornal conservador O Liberal, agora em edição bilingue, português e, claro, o idioma falado pelos sobrinhos do Tio Sam, qualquer outra opção seria considerada naquela redação coisa de pobre metido a besta, que dá o serviço.
O plantio de milho, na Amazônia cresceu 310%; e o de soja 110%, em dez anos. Some-se a isso o crescimento espetacular da atividade pecuária e da mineração e eis aí o tamanho do estrago ambiental no pulmão do planeta, como dizem alguns.
Claro que a dita matéria jornalística é só encômios para esses devastadores números, inclusive sofismando à base do que escreveu o saudoso compositor Billy Blanco a respeito das gafieiras, onde a lotação levava a quem estava dentro não poder sair e vice versa, tentando fazer crer que essas monoculturas apenas usam áreas já devastadas(por quem, mesmo?).
Não há menor referência ao assassinato de outras formas de viver e cultivar na Amazônia, de realidades que foram massacradas por essa devastação e hoje desgraçadamente fazem parte do passado e constituem-se tão vítimas da desertificação que esse 'progresso' trouxe quanto aqueles povos lá em outros continentes, vitimados pelo tão temido quanto real aquecimento global.
É certo que, até aqui, a Amazônia já perdeu 1/4 da sua cobertura florestal; é certo, também, que o desenvolvimento econômico que não abre mão desse crime não trouxe qualquer benefício à população da região, que continua a mais miserável do país, ainda que sigam exaltando e depredando suas riquezas, enquanto a concentração de riqueza e devastação estranhamente façam a festa de quem acha vantajoso trocar riquezas por espelhinhos. Triste!


Nenhum comentário:
Postar um comentário