Segundo a colunista do jornal Diário do Pará, os shoppings daquela zona mais chic da cidade de São Paulo estão bamburrando de grana, como se estivéssemos já vivendo a quadra natalina.
Claro que isto não decorre de eventual retomada do crescimento econômico brasileiro, este longe de acontecer, assim como os segmentos que frequentam esses espaços independem dessa circunstância.
Na verdade, a causa dessa recuperação local deve-se a um fato bastante singelo, cuja causa não depende de qualquer mágica operada por tecnocrata tupiniquim, mas de medidas externas tomadas em razão da pandemia.
É que brasileiros estavam, até recentemente, proibidos de entrar em qualquer país da Europa ou América do Norte, pois são vistos mundialmente como vítimas do negacionismo estúpido de Boçalnaro, que nos levou ao epicentro da covid19.
Sitiados em território nacional, o jeito foi a elite paulistana ir às compras domésticas daquilo que costumavam adquirir em Miami e outros centros do consumo mundial, assim aquecendo involuntariamente a economia paulistana.
Claro que isto não foi sentido pelo povão, este continua vítima dos preços elevadíssimos dos gêneros de primeira necessidade, muito menos reduziu a enorme quantidade da população de rua da maior cidade da América do Sul. Tratou-se apenas de festim nos Jardins e adjacências.


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