A Companhia de Saneamento do Pará, a popular Cosanpa, naturalizou a tal ponto sua incompetência gerencial que até calendário da interrupção de fornecimento do chamado 'precioso líquido' publicou.
Ou seja, sai o abastecimento de água potável nas torneiras dos usuários e entra a certeza que qualquer dia, até todo dia, esse abastecimento será interrompido por minutos e horas frequentemente muito longos.
Ao contrário das interrupções, as explicações para essa sistemática incompetência são lacônicas e até enigmáticas à compreensão da imensa maioria de usuários, atitude claramente tomada pra diminuir reclamações.
Em uma região onde água abunda, maquinário há e os insumos nem são tão custosos a ponto de inviabilizar os serviços de captação, tratamento e abastecimento chega-se à conclusão que o péssimo serviço prestado decorre de outras causas.
A Região Metropolitana de Belém, por exemplo, com bem mais de dois milhões de habitantes, padece da indiferença com que as seguidas direções da companhia tratam o problema social decorrente, onde grande parte dos que mais podem menos pagam.
É que habitantes de condomínios de luxo geralmente pagam taxas fixas, jamais nelas incluídas a quantidade de metros cúbicos consumidos, embora utilizem a água captada dos mesmos mananciais que abastecem o restante da região, apenas possuem sistema próprio de captação, tratamento e uso.
Assim, o bem comum individualiza-se e escapa das normas e custos incidentes sobre os demais consumidores, inclusive aqueles que moram na mais longínqua periferia das cidades da RMB frequentemente submetidos à iniquidade da Cosanpa e seu rotineiro corte daquele bem essencial. Não dá!


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