O Pará registrou cerca de oito mortes violentas, por dia, dados do ano passado, segundo o tal anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ou seja, uma pessoa é cruelmente assassinada a cada três horas.
Por mais que o jornal familiar do governador tinja de róseo essa situação, ela ainda é muito grave e traduz o pouco avanço civilizatório da segurança pública no estado, mercê do emprego de métodos anacrônicos na condução do setor.
Por sinal, o próprio jornal oficioso do governo do estado tem registrado, semanalmente, diversas execuções de supostos bandidos pela polícia, assim como a morte de seguranças do sistema prisional também entraram para as fartas estatísticas dos crimes violentos.
A impressão que dá à população é a existência de uma guerra subterrânea envolvendo policiais, integrantes de facções criminosas, milícias e agora entraram no fogo cruzado os agentes do sistema prisional, esses agora servidores públicos efetivos, depois que a superintendência virou secretaria.
E não adianta lamentar o engavemento, por parte do governo federal, do projeto de segurança pública deixado pelo ex ministro Sérgio Moro, pois trata-se de excrescência jurídica, aliás, como tudo em que o famoso "juiz ladrão" toca. Como diria o proprietário do jornal e senador Jader Barbalho, era "vagabundagem jurídica".
O famigerado projeto trazia uma das maiores torpezas que a segurança paga com dinheiro dos contribuintes podia trazer: o tal 'excludente de ilicitude', licença para matar concedida pelo estado a policiais no exercício de seu ofício nas ruas, em razão de alegada forte emoção a acometer policiais, diante de uma eventual situação de alta tensão.
Quanto ao governo fascista de Jair 'rachadinha' Bolsonaro, seus graves pecados especificamente na área da segurança pública decorrem mais das sua ações do que de eventuais omissões, sendo o recurso à anacrônica legislação dos tempos da quartelada de 64 pra perseguir desafetos, o aparelhamento da polícia federal em favor dos filhos delinquentes e a liberação depravada da comercialização de armas os exemplos mais flagrantes dessa iniquidade. Lamentável!


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