A matéria de capa do jornal Diário do Pará, neste domingo, reporta-se ao custo adicional que o Tribunal Regional Eleitoral teria, caso fosse adotado o voto impresso, conforme anseio maroto de Bolsonaro: R$12,500 milhões.
Felizmente, o ministro do STF e TSE, Alexandre Moraes, já descartou a patifaria presidencial travestida de preocupação com a lisura do pleito com uma declaração lapidar: "não haverá voto impresso, e talvez não haja Bolsonaro".
Por mais que necessite expandir seu universo eleitoral, a cada manifestação troglodita o capitão Messias mais restringe-se ao seu rebanho truculento e fundamentalista, vendo seus índices de aceitação derreterem a cada nova pesquisa.
Com efeito, a massa ignara que cerca Boçalnaro não percebe que ele inverteu cinicamente os sinais que motivaram seu dono, Donald Trump, a duvidar da lisura das eleições estadunidenses em que foi derrotado, de novembro do ano passado.
Trump criticou justamente o voto impresso, e predominantemente dado pelos correios em razão da pandemia, como a porta que se escancarou à fraude, embora a justiça eleitoral estadunidense tenha refutado dezenas de recursos trumpistas.
Em desgraça com a população, depois que esta descobriu que faltava uma consoante na palavra com que asseclas o exaltavam, Bozo resolveu adotar a suspeita e, malandramente, adotar aquilo que Trump denunciou como a salvação da lisura eleitoral.
É tão solerte que faz ouvidos de mascate ao refresco de memória que circula nas redes sociais, dando conta que, em 1994, Boçalnaro beneficiou-se do emprenhamento de urnas com montanhas de votos impressos, o mesmo que ele agora tenta passar como redenção.
Talvez, aí resida seu derradeiro ardil que viabilize um ato de ruptura institucional, ao não reconhecer o eventual resultado adverso e cobre anulação do pleito para, enfim, ir ficando até que apareça uma solução sob tanques e baionetas, ou seja, uma 'invasão do Capitólio' tamanho família. Será?


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