Sites progressistas estranhando o porquê do Jornal Nacional oferecer cobertura discreta das manifestações anti fascismo de ontem, em mais de duzentas cidades do país e reunindo centenas de milhares de pessoas.
Esquisito seria uma cobertura efusiva. Ou, a sugestão de que tratava-se de festa alusiva à despedida do outono e chegada do inverno, e com este a esperança de muita água nos reservatórios pra evitar novo apagão.
Agora falando sério, eu queria não falar do incorrigível cacoete que o jornalixo global tem, de descartar tudo aquilo que contraria seu pensamento, o que não consta das conveniências é como se não tivesse ocorrido, logo, sem registro.
Noticiar a extraordinária manifestação de descontentamento da população com o Brasil atual significaria, na visão global, reconhecer que a força da esquerda está mais uma vez consolidada e apta à disputa presidencial do ano que vem.
Só Lula é capaz de derrotar o fascismo que nos atormenta, dizem as pesquisas, mas, admitir esse fato, seria reconhecer que a terceira via da centro direita foi a óbito; por ora continua apenas raquítica, anêmica e anoréxica, sendo cada vez mais evidente que só escapará como segunda via.
É isso, que força o noticiário seguir a toada da desconstrução de Bolsonaro, até que apareça o substituto pela tal 3ª via segura; caso não apareça, derrube-se a segunda e adiante-se uma casa na linha sucessória do conservadorismo, todavia, no momento, a agenda neoliberal do governo e a tênue esperança que Bolsonaro tire votos de Lula entre os mais pobres faz com que a Globo mantenha-se na moita.


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