Bem, o voto do ministro Nunes Marques, do STF, rejeitando a suspeição de Sérgio Moro, não foi o voto dele, mas o voto do ministro Edson Fachin.
Nem precisava demorar tanto, mais de dez dias, para votar após um pedido de vistas por alegada necessidade de conhecer melhor o processo.
Reduzir questão tão séria à ausência de empatia que o juiz provocava no réu e sua defesa é infantilizar a questão e sofismar a respeito de assunto que diz respeito ao futuro político do país.
Além de desrespeitosa com a vontade do povo brasileiro, vitimada por essa quartelada de toga comandada por Moro, o voto de Nunes Marques é o oposto dos votos consistentes de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowsky.
Superficial, carregado na dependência do voto do relator, lembrou muito a estilosa falta de estilo da juíza Gabriela Hardt, onde apartamento e sítio são a mesma coisa, Nunes vê o réu como alguém sem quaisquer direitos, sequer de reclamar.
Bolsonaro já tinha cantado a pedra publicamente, quando advertiu que Lula não ficaria elegível, não, falando com aquela certeza que só os que se comunicam por debaixo dos panos com os protagonistas da cena são capazes de ter. Será?


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