Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 31 de março de 2021

As sombras que atormentam


Depois de uma manhã dedicada a afagos ao ego do presidente Jair Bolsonaro, até com texto elogioso à ditadura militar, eis que o ministro da Defesa tirou a tarde para render homenagens à institucionalidade.

Nomeou os três chefes das armadas, respeitando os critérios normativos que estabelecem previamente o merecimento para preenchimento desses cargos, desprezando a vontade pessoal do presidente com a escolha.

A obediência ao rito legal chegou ao ponto da escolha pra comandante do Exército recair sobre o pivô da desavença entre Bolsonaro e o ex ministro da Defesa, o general Paulo César havia defendido isolamento social e isto enfureceu Bolsonaro.

Mais furioso deve estar agora, o inquilino do Palácio do Planalto, ao ver mais esse 'comunista' ungido ao comando do Exército, sem que ele, Bolsonaro, possa esboçar qualquer reação mais furiosa, tipo "acabou, pooorrrraaaaa!", em direção ao Braga Neto.

Ainda à tarde, mais uma vez o capitão ficou só, ao ver os outros integrantes do comitê meia boca inventado pra tratar da pandemia defender tudo aquilo que execra, não perdendo a oportunidade de desferir críticas ao ministro da saúde e ao presidente do Senado.

Com tamanho cada vez mais reduzido diante dos desafios enormes que o cargo impõe, pior que a solidão causada por uma série de medidas marcadas pela solércia que tomou, tudo indica que Bolsonaro começa a ficar paranoico ao ver todos contra si. Mas continua achando que é o único a marchar de passo certo. 

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