Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 29 de março de 2021

A responsabilidade penal do negacionismo


Dos mais de 12 milhões de infectados no Brasil pelo coronavírus, quantos negacionistas há nesse universo e quantas são as vítimas indiretas desse desatino, contaminadas pela insensatez de quem desacreditava estarmos sob uma pandemia?

Provavelmente, nunca saberemos esse número exato, mas é certo que há meios de quantificar aproximadamente o mal que a ignorância causou entre inúmeras comunidades, contribuindo para que o Brasil viesse a tornar-se epicentro dessa pandemia.

Pelos relatos conhecidos, hoje o UOL traz reportagem a respeito de alguns que foram parar em UTIs, muitos arrependendo-se tardiamente, após induzidos à crença em panaceias ou à crença em milagres praticados por charlatães que inescrupulosamente aproveitaram a oportunidade pra extorquir dinheiro de incautos.

Muitos desses embusteiros, por sinal, não pensaram duas vezes em pegar um avião de suas respectivas propriedades e rumar para os Estados Unidos e lá tomar vacina contra a covid19, enquanto seus vassalos deserdados contraem o vírus, o disseminam entre familiares e mais chegados, para depois arrependerem-se em uma UTI.

E esses criminosos? Em algum momento serão responsabilizados por defenderem a negação da pandemia? Serão devidamente acusados pela prática do curandeirismo vil, ao indicar medicamentos que a ciência indicava imprestáveis ao tratamento? Ou pela prática recorrente da desobediência às recomendações sanitárias visando a prevenção?

No país da impunidade, do falso moralismo e culto a heróis de pés de barro é pouco provável que esses criminosos sejam identificados como tal, todavia, seria de grande importância ao debate nacional que esses temas fossem mantidos na superfície a fim de questionar-se a crença supersticiosa, que sempre resvala para a política, na aparição de um salvador da pátria.

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