O governo estadunidense levou ao conhecimento público um relatório, intitulado "Estrutura Estratégica dos EUA para o Indo-Pacífico"(produzido em 2018), em que o governo de Donald Trump declara guerra comercial, industrial, tecnológica e bélica à China.
Se Trump fosse reeleito, o citado documento só seria tornado de domínio público em 2043, todavia, diante do fracasso eleitoral do bufão republicano, o Conselho de Segurança dos EUA para a Ásia resolveu torná-lo público em 12 de janeiro último.
Trata-se de evidente estratégia do partido de Trump, e do próprio ex presidente, caso a China assuma a hegemonia econômica do planeta nos próximos 4 anos, uma forma de pressão sobre os democratas, excitando o já exacerbado nacionalismo estadunidense.
Entre várias pérolas imperialistas contidas no monumental papelucho destaque-se essas: "Aumentar a participação dos EUA na região Indo-Pacífico e educar governos, empresas, universidades, imigrantes chineses, canais de notícias e cidadãos em geral sobre o comportamento coercitivo da China e suas operações de influência".
Goebbels e Bush filho adorariam, bem como o místico Olavo de Carvalho deve ter tido múltiplos orgasmos linguais com essa bizarra recomendação de 'educar governos' coisa, aliás, que já ocorre no Brasil, se considerarmos educação o adestramento de manada aqui verificado.
Felizmente, o governo de Joe Biden parece ter tirado de letra essa volta à paranoia genocida dos tempos de George W. Bush, quando o crescimento chinês foi combatido com uma frustrada e fracassada tentativa de formar uma bizarra OTAN asiática, formada por Índia, Austrália e Japão.
Biden, pelo menos em público, mostra-se disposto à competição acirrada com a China, todavia, travada predominantemente no campo da disputa pela hegemonia da inovação tecnológica, daí a assunção de uma agenda ambiental em que geração de energia limpa e fabricação de bens duráveis ocorrerá respeitando os parâmetros da Agenda 21. Melhor que isso, só se for verdade.


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