Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Trump queria guerra. Queria!


O governo estadunidense levou ao conhecimento público um relatório, intitulado "Estrutura Estratégica dos EUA para o Indo-Pacífico"(produzido em 2018), em que o governo de Donald Trump declara guerra comercial, industrial, tecnológica e bélica à China.

Se Trump fosse reeleito, o citado documento só seria tornado de domínio público em 2043, todavia, diante do fracasso eleitoral do bufão republicano, o Conselho de Segurança dos EUA para a Ásia resolveu torná-lo público em 12 de janeiro último.

Trata-se de evidente estratégia do partido de Trump, e do próprio ex presidente, caso a China assuma a hegemonia econômica do planeta nos próximos 4 anos, uma forma de pressão sobre os democratas,  excitando o já exacerbado  nacionalismo estadunidense.

Entre várias pérolas imperialistas contidas no monumental papelucho destaque-se essas: "Aumentar a participação dos EUA na região Indo-Pacífico e educar governos, empresas, universidades, imigrantes chineses, canais de notícias e cidadãos em geral sobre o comportamento coercitivo da China e suas operações de influência".

Goebbels e Bush filho adorariam, bem como o místico Olavo de Carvalho deve ter tido múltiplos orgasmos linguais com essa bizarra recomendação de 'educar governos' coisa, aliás, que já ocorre no Brasil, se considerarmos educação o adestramento de manada aqui verificado.

Felizmente, o governo de Joe Biden parece ter tirado de letra essa volta à paranoia genocida dos tempos de George W. Bush, quando o crescimento chinês foi combatido com uma frustrada e fracassada tentativa de formar uma bizarra OTAN asiática, formada por Índia, Austrália e Japão.

Biden, pelo menos em público, mostra-se disposto à competição acirrada com a China, todavia, travada predominantemente no campo da disputa pela hegemonia da inovação tecnológica, daí a assunção de uma agenda ambiental em que geração de energia limpa e fabricação de bens duráveis ocorrerá respeitando os parâmetros da Agenda 21. Melhor que isso, só se for verdade.

Nenhum comentário: