Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

A melancólica despedida de 'Botafogo'


A inclusão na pauta dos trabalhos da Câmara Federal de um, dentre 62 protocolados há meses, pedido de impeachment contra Bolsonaro por Rodrigo Maia em seu último dia de presidência padece da falta de credibilidade, tanto quando carecem quaisquer denúncias feitas pelo marginal Eduardo Cunha a respeito dos bastidores do impeachment de Dilma.

Claro que Cunha sabe muito, até tudo ocorrido à época quando era o todo poderoso presidente do Legislativo; o problema é que deve muito e se consegue manter a própria esposa e filha soltas, além da relação afetivo/familiar ambas eram cúmplices do citado vil larápio, é porque certamente assumiu voto de silêncio em certas situações, em troca da liberdade de ambas.

Rodrigo Maia, 'Botafogo' para comparsas que chafurdaram em sua companhia na parte que cabia ao DEM/PFL no golpe, sabe bem o porquê de não importunar Jair Bolsonaro com investigação, já que ambos usaram o mesmo vidro para construir seus telhados políticos e Maia sabe bem que Messias não hesitaria em usar a Polícia Federal e Augusto Aras pra revelar a verdadeira identidade do quase ex presidente da Câmara.

Por isso, essa iniciativa ao apagar das luzes tem tudo para ser revogada tão logo Arthur Lira assuma a presidência da Câmara federal desmoralizando, assim, esse valioso instrumento legislativo que o Regimento Interno da Casa coloca à disposição da minoria oposicionista, a fim de estabelecer contrapesos diante das recorrentes avalanches situacionistas para abafar eventuais malfeitos do Poder Executivo.

Maia sai como entrou. Um parlamentar medíocre, despido de liderança, que só não chafurdou por toda sua vida parlamentar no baixo clero porque é filho de um político intelectualmente preparado, embora dotado de  um oportunismo inigualável, que acabou por dar norte à atuação do filho, fazendo do mandato deste um poderoso instrumento de barganha nas tratativas de esgoto que caracterizam o fisiologismo de certos segmentos políticos.

Sairá, caso saia mesmo do DEM/PFL conforme ameaçou, com uma mão na frente outra atrás, já que não teve a menor capacidade de construir um grupo que liderasse. Talvez, o melhor a fazer nesse momento seria a intriga de bastidores que pudesse levar a eleição de hoje para um segundo turno, mas aí seria esperar por um milagre que o santo 'Botafogo' é incapaz de fazer beneficiando-se, então, Bolsonaro dessa polarização que Maia não romper pra tirar proveito. Amanhã será outro dia.


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