Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

É preciso respeitar Lula


 
A coisa mais natural que deve acontecer, quase como fatalidade, esta no sentido de ocorrido após consequências exógenas, é o PT debater seu futuro.

Todavia, não soa bem que essa discussão se inicie a partir de uma visão escrota e desleal de que Lula é um estorvo, que sua condição de maior estadista do continente atrapalha o PT.

Enquanto isso, manobras como a que resultou na escolha de Jilmar Tatto como candidato à prefeitura de São Paulo, este ano; a postura canalha de certos petistas que chancelaram a vilania do moleque salafrário do PSB contra a companheira Marília Arraes, no Recife; o silêncio de certos coronéis petistas do nordeste ao comportamento ajagunçado do infame Cangaciro Gomes e a postura subalterna do presidente petista no Pará aos ditames do MDB vão passando como contrabando despolitizado na discussão política urgente que precisa ser travada.

Com efeito, é necessário que seja produzido conteúdo reflexivo, inclusive esclarecendo os porquês de tanta antipatia masculina pelo jeito desassombrado da presidenta Gleisi Hoffmann, vítima, recentemente, de notinhas sacanas de brancões metidos a donos da verdade, publicadas na coluna Painel da Folha Tucana, incomodados com a defesa intransigente que ela faz de Lula, como principal ponto do resgate da identidade petista, quando parece que a pauta deveria ser, para esses donos da verdade, a formação de uma frente anti fascismo como queria a Rede Globo.

Desconheço manifestações de divergências internas à época em que Lula declarou estar fora da composição de uma frente recheada de golpistas, mas agora vejo que o senso de oportunidade virou oportunismo, a engrossar o coro de Cangaciro na sua obsessão tresloucada em supor que não se elegeu por culpa do PT, daí a necessidade de isolar Lula.

Voltarei ao assunto. 

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