
Pode ser, afinal, trata-se de uma votação popular inédita para um candidato republicano, inclusive porque incorporou ao seu eleitorado o dobro do voto de negros e latinos, em relação ao que obteve em 2016.
No entanto, sempre condicionando à hipótese de derrota do republicano, é preciso ter em mente que voltará à condição de ser humano comum, diferente do status atual em que o cargo que ocupa o coloca acima das leis e da diplomacia comum.
Trump e seus familiares praticaram o negacionismo amiúde, sempre desprezando, por exemplo, cumprir medidas sanitárias recomendadas pelo próprio governo que comanda, sua esposa votou sem máscara, terça feira última.
Claro que se fosse simplesmente o empresário Donald Trump teria grande possibilidade de ser importunado pela polícia, principalmente em um governo democrata, tendo que arcar com o desgaste que esse tipo de atitude causaria.
Lembro de Aécio Neves entrando no plenário do Senado Federal, após perder a eleição de 2014, porém, tido como a grande liderança natural da oposição do alto dos seus 45 milhões de votos, além de presidir o maior partido de oposição à época.
Hoje, o neto de Tancredo não passa de uma chaga política, evitada até por correligionários outrora uma sombra constante, agora temerosos dos males que pode transmitir pelo contágio, ainda que de média distância.
Claro que Trump sai fortalecido inicialmente, a questão é manter-se forte ao longo dos próximos anos, algo discutível a julgar pelo seu comportamento errático na presidência, quando isolou diplomaticamente os EUA ao retirar-se de orgãos multilaterais que sempre estiveram sob o comando estadunidense. Não dá!

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