Na era da pós verdade, nada mais natural que impere o chutômetro como arma política da velhacaria que pleiteia voto popular.
Qualquer candidato vai à tevê, rádios e deixa impresso nos jornais os dados mais descabidos a respeito de instituições, como se aquilo fosse a verdade mais espetacular revelada pelo índio do Caetano Veloso.
No dia seguinte, porém, tudo cai no esquecimento e até o cabra mentiroso já esqueceu o que afirmou, na crença que os demais viventes sigam a sugestão de FHC e também esqueçam tudo.
Desgraçadamente, atrás dessas revelações bombásticas em forma de numerologia mentirosa sempre vem uma proposta indecente, pornográfica, desprezível e baseada na crença que o neoliberalismo redime.
Parcerias do ente público, quebrado segundo essa retórica torpe, com a iniciativa privada virou a panaceia desses alquimistas de temperamento sórdido, alheios ao real quadro político que os cerca.
Ocultam, por ignorância ou velhacaria, ou ambas, que o ente público não quebra, apenas vira refém de assaltantes por determinado período podendo ser saneado financeiramente tão logo termine o assalto.
Há 'N' exemplos de prefeituras, governos estaduais e até o governo federal da capacidade de se recolocar nos trilhos a administração pública e promover o desenvolvimento baseado na inclusão social.
O diabo que esses aprendizes de feiticeiros, sempre trazendo nas mãos os farrapos do neoliberalismo excludente, correm da inclusão social como vampiro corre de crucifixo, daí o desfiar de receituário de esgoto. Lamentável!


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