
É nítido que a conjuntura atual guarda pouca ou quase nenhuma semelhança com 1964, ou até mesmo com 2016, quando mídia, judiciário, legislativo e empresariado reuniram suas forças para derrubar sordidamente um governo legítimo.
O fato de terem elegido um governante oriundo da caserna diz muito pouco porque o dito cujo, que já havia sido até expulso da corporação onde prestava serviço, não é propriamente um quadro respeitável capaz de unir as três armas em torno de si.
Por sinal, já foi até criticado publicamente por altas patentes da ativa de Aeronáutica, Exército e Marinha, daí ter feito seu bunker político/golpista o Clube dos Oficiais, que como disse o general Santos Cruz reúne gente que fala apenas e tão somente por si.
Assim, quando o general de pijama E. Ramos fala em esticar a corda, entenda-se haver nisso mais apelo do que propriamente uma advertência institucional de uma corporação que se sentiu ofendida diante de decisão do Supremo a respeito de interpretação da Constituição.
Muito mais consoante a advertência bombástica de E. Ramos foi a ação desta tarde dos '300', que mal chegam a 30, tentando invadir o Congresso Nacional, após terem sido enxotados com seu teréns da praça pública pela Polícia Militar de Brasília, intento frustrado pela segurança do prédio.
Esse tipo de ação é a cara do chefe, que tentou explodir os reservatórios de água da corporação em que prestava serviço, sendo expulso, voltando depois para ser reformado porque adquiriu prestígio político e foi bastante útil aos 'pijamados' que ainda sonham com a ruptura institucional total.
É verdade que Bolsonaro é tido, hoje, como alguém capaz de reunir uma considerável chusma espalhada por diversas corporações de segurança pública e raia miúda no interior das Forças Armadas, todavia, nada que aponte para a viabilidade de um golpe a qualquer momento e a um simples estalar de dedos. E o STF parece saber disso.

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