
Novo Mangueirão já nasce conceitualmente velho, carcomido pela concepção atual que vê o torcedor como um pária a quem devem ser impostos todos os sacrifícios ao seu acesso às arquibancadas.
Colocar coberturas nessas rampas infames e anacrônicas é como fornecer colete à prova de balas pra quem precisa ir ao despoliciado bairro do Curuçambà à meia noite.
Rebaixar as arquibancadas apenas atrás das traves é simplesmente aumentar o número de cadeiras à disposição dos mais abastados, o que não é má ideia pensando-se a longo prazo.
O problema é que as arquibancadas, mesmo com a novidade positiva das cadeiras no lugar dos assentos 'mão de vaca' colocados pelo Almir, continuarão em posição segregada.
Enfim, o projeto original defeituoso na sua origem vai atravessar sua segunda reforma inalterado, em prejuízo do torcedor da arquibancada, o mais povão, que gasta cerca de um tempo de uma partida pra entrar e sair.
Camp Nou(Barcelona) e Santiago Bernabeu(Real Madrid), prováveis modelos desse tipo de estádio, são construções de 1957 e 1947, respectivamente, e já a postos para reformas. E mesmo esses modelos ultrapassados, por sua excessiva verticalidade, possuem rampas de acesso e evacuação notáveis.
Ainda há tempo de mexer nesse projeto anti povo, governador!

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