Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 27 de junho de 2020

Reforma da reforma do Mangueirão já nasce envelhecida, pela conservação de um modelo anti povo



Novo Mangueirão já nasce conceitualmente velho, carcomido pela concepção atual que vê o torcedor como um pária a quem devem ser impostos todos os sacrifícios ao seu acesso às arquibancadas.

Colocar coberturas nessas rampas infames e anacrônicas é como fornecer colete à prova de balas pra quem precisa ir ao despoliciado bairro do Curuçambà à meia noite.

Rebaixar as arquibancadas apenas atrás das traves é simplesmente aumentar o número de cadeiras à disposição dos mais abastados, o que não é má ideia pensando-se a longo prazo.

O problema é que as arquibancadas, mesmo com a novidade positiva das cadeiras no lugar dos assentos 'mão de vaca' colocados pelo Almir, continuarão em posição segregada.

Enfim, o projeto original defeituoso na sua origem vai atravessar sua segunda reforma inalterado, em prejuízo do torcedor da arquibancada, o mais povão, que gasta cerca de um tempo de uma partida pra entrar e sair.

Camp Nou(Barcelona) e Santiago Bernabeu(Real Madrid), prováveis modelos desse tipo de estádio, são construções de 1957 e 1947, respectivamente, e já a postos para reformas. E mesmo esses modelos ultrapassados, por sua excessiva verticalidade, possuem rampas de acesso e evacuação notáveis. 

Ainda há tempo de mexer nesse projeto anti povo, governador! 

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