
O Tribunal Superior Eleitoral divulgou, ontem, a cota que caberá a cada legenda legalmente registrada para as eleições deste ano, ressaltando que a divisão é com base no número de votos obtidos no pleito anterior.
O PT foi o partido a ficar com a maior cota, exatos 200.925.914,05, seguido do PSL(193.680.322,47), legenda que elegeu o presidente da República e por ele foi abandonada em novembro do ano passado, justamente porque Bolsonaro queria adonar-se da cota.
No quadro político ora vivido, marcado pela criminalização da atividade política, torpe tentação autoritária que sempre descambam para manifestações fascistas, não faltarão os ingênuos e os mal intencionados condenando esses valores como exorbitantes.
Não são. Se você pega a cota maior, a recebida pelo PT e divide pelo número de municípios existentes no país(5570) chegará a média de 35.906,64 por município, embora esse não seja o critério, os partidos ainda vão submeter à aprovação do TSE os critérios para a distribuição do dinheiro.
Apesar dos pesares, espera-se a consolidação desse fundo, enquanto conquista da sociedade, após o STF julgar inconstitucional o financiamento privado, instrumento secular com que as elites impunham sua vontade, não totalmente morto caso haja um mau desempenho eleitoral do conservadorismo.

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