
Diário Oficioso do Pará chegou ao pico do seu jornalixo hoje, quando seu chapabranquismo o levou a chamar de "equivocado" estudo coordenado por grupo de virologia da UFPA, com a participação de cientistas do INPE, USP e UNIFESP, que contesta os números do texto coordenado por um agrônomo e um engenheiro mecânico que embasa o liberou geral do governo do estado.
Na defesa da irresponsabilidade, duas omissões fatais à discussão séria do tema a partir de fatos largamente divulgados, ao largo desse oficialismo contendo sérios riscos de morte.
Primeira, o estudo da UFPA traz uma consistente abordagem a respeito da sub notificação que nos faz protagonistas de uma briga de foice no escuro, em função da leviandade governamental diante da falta de vacina ou medicamentos que tenham sua eficácia cientificamente testados, mesmo assim, o governo afirma comprovar a queda na curva da contaminação.
Segunda omissão, aí mais para empulhação, o jornalixo oficioso afirma que a justiça considerou corretas as alegações do estado e desconsiderou o estudo da UFPA que embasou a decisão do MPU e DPU contestando o fim do lockdown quando, na verdade, houve um acordo de conciliação que mantém as decisões governamentais, porém, obriga o governador a divulgar estudos realizados por instituições de renome para auxiliar nas tomadas de decisões oficiais.
Portanto, à margem do triunfalismo embusteiro há os fatos e esses mostram que o governador e o titular da SESPA enveredaram pelos caminhos do terraplanismo e cloroquina ao dar status de ciência a palpites infelizes e omissos em relação aos números reais da pandemia no estado do Pará, por sinal, ainda o terceiro com maior número de óbitos no país.

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