Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O custo do transporte público. Usuário é a maior vítima



Porto Alegre praticamente dá a largada para um debate que deveria ser nacional e o mais amplo possível, a respeito dos custos do transporte público para.

Na capital gaúcha, chegou-se ao consenso que a remuneração das empresas não pode ter como única fonte  a passagem paga, esta sujeita a constantes reajustes em percentuais cada vez mais proibitivos ao consumidor.

A redução das alíquotas de impostos diretos e daqueles incidentes sobre insumos adquiridos para a manutenção da frota é uma das alternativas que, lá na ponta, aliviaria o bolso do usuário.

Deveria, esse debate, expandir-se ao outro segmento que ora vive turbulência por conta do embate entre taxistas e motoristas de aplicativos, sempre na perspectiva da redução do preço da corrida.

Taxistas reclamam que aplicativos chegam a cobrar até 1/3 a menos de uma corrida de táxi porque não têm em suas costas os encargos financeiros incidentes.

Ora, se é isso por que não reduzir esses custos?

Mas, só isso não é suficiente se não for superada a mentalidade do lucro fácil que permeia a atividade, tanto de taxistas quanto de proprietários de ônibus.

Já está passando da hora de mudar essa mentalidade. No caso dos táxis, por exemplo, acabar com essa estupidez do passageiro ser punido pelas mazelas de sistemas de trânsito mal administrados.

Assim, se o carro fica parado em um engarrafamento não há razão pra que o taxímetro fique girando na medida em que o passageiro é tão ou mais vítima da situação que o motorista.

Esse é só um dos exemplos de como o taxista vive de dar tiros nos próprios pés, ao afugentar aqueles que bancam sua sobrevivência, indiferente aos novos tempos vividos.

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