
Depois de uns trinta anos de governança privata no estado de São Paulo, eis que surge mais uma proeza trágica fruto dessas décadas de desmandos.
Após 22 anos de uma morte diagnosticada como decorrente de sarampo, hoje a Secretaria Estadual de Saúde divulgou que um homem de 42 anos morreu da referida causa.
Pior, há um surto da doença no estado, com registro de 2.457 casos da doença. Muito pior, 66% desses casos foram registrados na capital, onde teoricamente haveria mais meios de enfrentar a anacrônica moléstia.
É tragédia administrativa que vem juntar-se ao recente e vergonhoso caso de racionamento no fornecimento de água potável, tratado eufemisticamente como 'situação de desconforto' hídrico' pela mídia comparsa.
Juntando-se, também, ao flagelo constatado nesses dois últimos anos, em que a população de rua da cidade de São Paulo é maior do que a totalidade da população de mais de 60% dos municípios brasileiros.
Assim, pode-se afirmar que o tripé doenças erradicadas, seca e mendicância, causadoras de imensos êxodos no rumo da pauliceia, hoje fazem parte da paisagem sócio econômica do estado, desgraçadamente com jeito de que vieram pra ficar. Credo!

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