Caso típico de palmada no bumbum errado, essa manifestação das esposas de militares contra o atual Secretário de Segurança Pública escolhido, mantido e elogiado pelo governador Simão Jatene, embora a segurança pública no Pará seja caso de polícia, evidentemente, não sob o comando de Simão.
Que o general/ secretário não serviria, disso já se sabia desde o início desse segundo e mais desastrado mandato governamental, mais precisamente desde quando o delegado Eder Mauro afirmou que o dito cujo não sabe ir sozinho da Almirante Barroso até a Braz de Aguiar.
A melhora não dependeria da simples troca de figurinhas, mas do estabelecimento de uma efetiva e enérgica política de segurança pública, em que o governador comandasse a tropa e fizesse dela um instrumento que transmitisse segurança à população através de sua presença nas ruas.
Para tal, deveria acabar com a 'indústria do bico', que exime o governo de remunerar dignamente os servidores da segurança, em vez de transferir irresponsavelmente a terceiros essa tarefa, permitindo o surgimento de inúmeras outras mazelas no exercício dessas atividades paralelas.
No governo Ana Júlia havia viaturas 24 hs/dia em pontos considerados tensos e essa presença seguramente inibiu inúmeras ações delinquentes, sem a necessidade de pirotecnias, exibicionismos ou encenações autoritárias, só com a presença.
Mas, para isso houve um esforço em colocar o policial na rua pra exercer seu ofício, e não estar a serviço do dr. fulano, do empresário tal, amigo do governador etc. E houve concurso público para aumento do efetivo, fundamental para proteger uma população hoje de mais de 8 milhões de habitantes.
Hostilizado pela população na Alepa, o governador partiu para a auto exaltação trombeteando que gasta(como se fosse do próprio bolso, manifestação de rara boçalidade) 500 milhões anuais com segurança pública, como se isto o absolvesse.
Se investe, realmente, o que diz está gastando mal. está desperdiçando dinheiro, vidas e energia na medida em que sua visão do tema pouco difere da visão daqueles que comandavam em tempos remotos as volantes das províncias e tinham na obsessiva culpabilidade da sociedade a razão de ser do seu trabalho.
Seria bom que Simão informasse quanto gasta com viaturas, ao longo de um exercício, isto é, qual o percentual desses 500 milhões vai para trocar carro sucateado. Seria um Parâ metro importante para confirmar que, de fato, o governo gasta muito mal.
Se fosse mais perspicaz, Jatene seguiria o exemplo de algumas seguradores de veículos, que após fechar contrato com usuários vão monitorar o estilo de direção do novo cliente a fim de não pagar no escuro determinada quantia para qualquer ás do volante porra louca.
Por que não fazer o mesmo no monitoramento do estado, principalmente na zona metropolitana da capital? Em vez de desgastar viaturas em ruas esburacadas reduzindo seu tempo de vida útil, gastar combustível à toa por que não investir em equipamentos que mostrem preventivamente a manifestação da delinquência?
Seriam medidas simples que seguramente prescindiriam da presença de clones do Mel Gibson, do Danny Glover, do Eddie Murphy fazendo estripulias pelas precárias ruas de nossas cidades. Simples assim.

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