Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Famintos por dinheiro público


O Conselho Nacional de Justiça, uma espécie de orgão fiscalizador de eventuais desmandos cometidos por membros do Poder Judiciário, não serve pra porra nenhuma porque os membros daquele poder acham-se acima das leis vigentes no país.

Prova. O que aconteceu com o juiz Marcelo Bretas, um jagunço togado que até foto com metralhadora em punho teve publicada nas redes sociais e vive a intimidar Deus e o mundo depois que a toga assumiu a tutela do golpismo larápio que envergonha o Brasil.

Bretas recebe indevidamente o famigerado auxílio-moradia, penduricalho que a toga criou para engordar seus fantásticos ganhos salariais, porque sua esposa também recebe e a resolução do citado CNJ impede esse acúmulo por casais.

O juiz bateu na porta de uma instância da corporação, que mandou pagar também pra ele o que a esposa já recebe, desmoralizando ainda mais a inútil norma.

Que começou a desmoralizar-se, diga-se, quando o ministro do STF, Luiz Fux, liberou geral e determinou que o penduricalho assistisse a todos, inclusive sua filha, desembargadora do TJE do Rio de Janeiro que recebe esse auxílio imoral, mesmo tendo dois apartamentos na zona nobre da cidade.

Assim, quanto mais expõe as entranhas de sua gula por dinheiro público mais o Poder Judiciário perde a credibilidade, agravado pelo fato de multiplicarem-se os exemplos de juízes, desembargadores e togados em geral negarem sistematicamente reclamações de servidores públicos vitimados por arrocho salarial.

Vide o caso do Pará, onde o irresponsável, perdulário e sórdido governador Simão Jatene inventou a hermenêutica jurídica mais torpe que se podia imaginar, pra surrupiar dinheiro dos profissionais da educação pública ao declarar que gratificação de nível superior, criada há trocentos anos, e piso salarial são a mesma coisa.

Fez e a justiça de acumpliciamento bandalho finge-se de morta e vai deixando o desprezível privata ir metendo suas mãos sujas no bolso alheio. Nos tempos da ditadura de 1964, Chico Buarque pediu socorro ao ladrão contra o aparato repressivo da segurança pública. E agora? A quem recorrer contra a ditadura da toga gulosa?

Nenhum comentário: