A sucessão ao governo do Pará começou há muito, todos sabem, basta ver a movimentação do pemedebista Helder Barbalho, que distribui de garrafão de água mineral a asfalto, de casa que não construiu a cesta básica pra desabrigado.
No entanto, no último dia do ano a frenética movimentação do ministro chamou a atenção de quem não estava envolvido com festejos de fim do ano pela rapidez com que conseguiu salvar duas iniciativas que estariam perdidas, caso não tivessem solução até o dia 31 último.
A primeira, foi o tráfico de influência a fim de conseguir recursos para o fantasmagórico estádio de Ananindeua, iniciativa do próprio há dez anos, dada como falcatrua pelos adversários até descobrir-se que Pioneiro estava na jogada, o que calou todo mundo e proporciona essa inusitada parceria.
A outra, foi conseguir ao apagar das luzes uma construtora catarinense pra tocar a obra de revitalização do trecho portuário que vai do extinto bar 'Colarinho Branco' até a Paratur, certamente menina dos olhos da campanha até próximo da eleição, quando o MDB ressuscitado espera angariar alguns votos pro seu candidato.
Quanto ao estádio, provavelmente Pioneiro não o inaugurará, se é que algum dia vai ser concluído. O atual alcaide ananin deve sair no prazo legal pra candidatar-se a um cargo parlamentar.
Todavia, a parceria que pode estar estabelecida a partir da iniciativa de Helder, em destinar R$4,4 milhões à obra, seguramente fará com que o nome de Pioneiro conste da propaganda política de Helder como parceiro daquela que o Diário do Pará considera a mais edificante lição de grandeza da política paraense nos últimos anos.
E se o povo for tocado por essa 'grandeza' é possível que a enxurrada de votos nos dois surpreenda incautos não por ser reconhecimento, mas pelo fato de repetir a mais torpe manipulação quando se pensava que o eleitor já estava vacinado contra essas armações. Paciência!

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