A população de moradores de rua da cidade de São Paulo é maior que a totalidade da população de vinte e cinco municípios do estado do Pará.
São dezesseis mil moradores de rua na maior cidade da América do Sul, enquanto duas dezenas e meia de municípios paraenses têm população de quinze mil habitantes pra baixo.
É evidente que isso tem muito a ver com a concentração milionários vivendo na terra da garoa, número talvez inferior apenas aos brazucas que moram em Miami.
Claro que são duas realidades sob a mesma bandeira que jamais se cruzam pelas ruas, até mesmo porque os que fazem parte daquele 1% que detém mais de 50% da riqueza produzida no país raramente deslocam-se pela via terrestre.
São contingentes que moram em área onde até a construção de uma estação de metrô foi proibida, com a óbvia intenção segregacionista, seguindo a rotina desses bairros onde não há paradas de ônibus.
Enquanto isso, no centro da cidade, ali pelas imediações da Praça da Sé, é assustador o contingente de deserdados, dando a impressão de ter um desvalido para cada cada transeunte, fora os que vendem qualquer tipo de bunginganga e no final do dia já ficam na área pra dormir.
Essa proporção aumentou significativamente de um ano pra cá, sendo muito decorrência das medidas anti povo tomadas pelo larápio temerário e chanceladas pela privataria tucana que finge não ver aquela deplorável situação, a não ser quando vai reprimir.
Mais triste é constatar que nada mudará até o final deste ano, com a tendência que novos grupos se juntem aos já residentes nas ruas de São Paulo e assim corra-se risco palpável de experimentarmos pequenas convulsões.
Até nisso nossa elite viralata é copiadora daquilo que se passa em terras do Tio Sam, pois nesse momento de grave crise vivida pelos EUA, quando |Los Angeles tem cerca de 56 mil moradores de rua, parece que os governantes cúmplices do golpismo pensam em atingir essa média a curto prazo. Lamentável!

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