Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Economia popular e interesses escusos


Colunista do jornal dos Barbalhos mergulha de cabeça, pés e bolso na campanha em defesa dos interesses cartelizados  da máfia supermercadista local.

Acusa os atacarejos, que invadiram nosso estado com preços flagrantemente mais baixos e atendimentos mais simplificados, de reduzirem os tais preços apenas em eventuais promoções.

Tão verdadeiro como uma nota de três reais. Ah...se esse colunista não recebesse tantos mimos daqueles que defende sem conhecimento de 1/3 dessa missa, compararia e veria a enorme diferença existente.

Por exemplo, em qual Líder, Nazaré ou Formosa você encontra açúcar de R$1,50 o quilo? Leite condensado a R$2,30; Sabão em pó, água sanitária, óleo de cozinha, arroz, feijão, macarrão, enfim tudo aquilo que faz a alegria daquelas pessoas que passam no caixa produto por produto e vão somando o total pra ver se o dinheiro que têm dá pra levar tudo que imaginam levar.

Defender as coisas do Pará é, por definição, algo louvável e saudável pra nossa economia. No entanto, quando os paraenses  agem com mentalidade colonial e veem na exploração dos conterrâneos a razão de ser do seu sucesso, isto passa a ser cumplicidade com a iniquidade praticada por empresários gananciosos.

Esses novos postos de venda não vivem cheios eventualmente. Eles atraem muita gente porque vendem mais barato sempre, embora vendam muitos produtos cuja qualidade não está no nível daquilo que os supermercados tradicionais ofertam. Mas são úteis, providenciais e a alternativa perfeita para quem não pode dar R$5,00 em um pacote de macarrão, mas pode comprar uma marca popular a 1,80.

Condená-los é mais ou menos o mesmo que condenar o aparecimento do transporte alternativo. Durante décadas o empresariado paraense valeu-se do monopólio que detinham pra oferecer o pior serviço de transporte público do país. Hoje, não podem reclamar da população mais necessitada ter adotado uma solução emergencial, principalmente em dias de greve, como definitiva porque a oferta precária dos monopolistas continua da mesma forma: precária.

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