Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O começo do fim. Ou o fim do começo


O discurso do deputado Leonardo Piciani é de quem se acha imbatível na eleição de amanhã(17) pra escolha do líder da bancada do PMDB na Câmara Federal. Enquanto a mídia conservadora passa a imagem de que a disputa está acirrada, dada a força de Eduardo Cunha, ainda presidente da Câmara e apoiador do adversário de Picciani, Hugo Motta, o candidato do Planalto prega que os derrotados devem recolher as armas e deixar o governo governar.

Talvez, por coincidência, o mesmo discurso que a oposição liderada por Aécio Neves está tentada a encampar, após ler o resultado de pesquisas qualitativas que mostram a imagem de oportunista de Aécio a partir da opção preferencial pelo golpe. Igualmente não por acaso, tal e qual o discurso de abertura dos trabalhos no Congresso Nacional, feito pelo presidente Renan Calheiros. Dando ênfase à uma agenda conservadora,mas sem embates com o governo.

A favor dessa retomada da agenda política, o pedido de afastamento de Eduardo Cunha do cargo de presidente da Câmara, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela utilização da função para obstruir as investigações da Operação Lava Jato e o andamento de uma representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara. O procurador requer que o peemedebista seja afastado tanto do comando da Câmara quanto do mandato de deputado federal.

Assim, o 'grande timoneiro' do reacionarismo político corre o risco de sofrer duas derrotas em tão curto espaço de tempo, ao mesmo tempo que poderá sair da cena política levando junto sua agenda destrutiva, baseada na ruptura democrática, com sua base fisiológica diluindo-se entre benesses de varejo que circulam no baixo clero.

Claro que tudo isso ainda está no campo das conjecturas. No entanto, com grandes chances de virar realidade na conjuntura atual. Claro, também, que isto não diminuiria a missão oposicionista ao governo até aqui de problemas internos. Antes, ao contrário, o embate tende a só estar no começo e o governo tendo muito trabalho pra evitar a aprovação da independência do presidente do Banco Central, bem como o fim da reserva de 30% da Petrobras, na exploração do pré-sal. Que dureza!

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