Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A arte do auto engano


Com a idiotice que o caracteriza, o PIG tenta demonstrar otimismo em relação às eleições deste ano. Recorrendo ao trôpego e trêfego Aécio, sugere que a oposição trabalhará em cima do desgaste petista a fim de formar uma base sólida de prefeitos a fim de contribuir com a capilaridade necessária aos candidato(s) da direita para 2018.

SQN. Quando passam da teoria à ação percebe-se que estão em situação de penúria para a disputa deste ano. O panfleto castrense O Globo, por exemplo, faz mil contorcionismos e termina por citar apenas dois nomes: um em Belo Horizonte e outro no Rio de Janeiro. Mais precisamente, João Leite e Romário.

Ora, o primeiro não é propriamente um candidato em que se coloque o guizo fazendo-o seguir cegamente ordens privatas. No máximo, seria um candidato rebelde em relação ao Planalto e com o perfil de quem vai fazer carreira independente.

Quanto a João Leite, está longe de desempenhar o papel de um campeão de votos, apenas um deputado estadual cujo prestígio, assim como o do 'Baixinho', decorre mais do histórico como atleta, daí ambos não serem nomes imbatíveis na eleição.

Com efeito, o desespero está fazendo o PIG e figuras destrambelhadas como Aécio confundirem as coisas. Se querem formar uma seleção de masters e sair por aí realizando amistosos e fazendo amizades, tudo bem.  Agora, querer transformar isto em uma coligação competitiva vai uma distância enorme. Se fosse assim tão fácil era só recrutar o ex-atacante Vandick, cá no Pará; o ex-goleiro Danrley, lá no Grêmio; o atualmente muito mal falado Jardel, também lá pelos pampas, e tudo estaria resolvido.

Isto só serve pra mostrar quão desorientada está a oposição na busca da competitividade perdida e dependente apenas do noticiário delinquente do PIG. Feito rebento de zona do meretrício em dia dos pais, caminham, mídia e oposição, às cegas tentando demonstrar a tranquilidade que não têm, baseada apenas na mambembe crença de que o PT é cachorro morto, embora tenha sido o partido que mais cresceu, em 2015, com a conquista de cerca de 50 mil novos filiados, bem como diante da tradição brasileira do voto em candidatos, em personas, logo, em decorrência das campanhas eleitorais.

Sem candidatos chamativos, sem o dinheiro da iniciativa privada e tendo ao lado apenas a mídia decadente, segue a oposição exercitando o auto engano como forma de montar sua estratégia, na vã esperança que as sempre prestimosas gangues midiáticas ainda consiga fazer triunfar a arte da enganação.

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