Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Torcedor poderá voltar a 'molhar o bico' nos estádios

(Foto: DOL)

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou nesta quarta-feira (4), o projeto de Lei nº 268/2015, do deputado estadual Milton Campos, que autoriza a comercialização e consumo de bebida alcoólica  nos estádios de futebol dos 144 municípios paraenses. A medida já é autorizada por lei nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. O projeto agora vai à sanção do governador do estado.

Quem frequenta estádios em território paraense sabe que, depois da proibição de venda de bebida alcoólica nos estádios, um novo hábito foi adotado pelo torcedor: ao redor dos estádios são armadas tendas e dispostos dezenas de carros de mão com grande estoque de bebidas, provocando grande aglomeração de torcedores, até a hora que a manifestação de quem já está no interior dos estádios saúda a entrada dos times no gramado, quando, então, esse público decide entrar pra assistir o jogo. 

Portanto, na prática, essa proibição é apenas pra inglês ver não constituindo medida eficaz pra evitar o consumo, muito menos essa proibição resultou em redução da violência na medida em que as causas são outras bem conhecidas, assim como ignoradas por conveniências, já que os maiores causadores dessa violência nem consumidores de bebida nos estádios são, apenas são acobertados porque nas horas vagas servem de cabos eleitorais.

Vejamos, então, qual será a posição do governador diante de matéria tão polêmica, mas de autoria de um parlamentar de sua base. No entanto, diante da precariedade do policiamento ostensivo regular e nesses eventos de massa, pode ser que o governador vete a matéria em razão da falta de pessoal que faça fiscalização adequada. Afinal, beber não é proibido enquanto a bebida alcoólica for comercializada livremente, porém, beber e dirigir deve ser coibido por razões óbvias. E aí que a porca torce o rabo e o governo do estado atrapalha-se. 

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