Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 8 de novembro de 2015

O escorregadio Simão


Dentro em breve, duas bombas serão colocadas em cima da mesa do governador Simão Jatene acabando com o seu dolce far niente administrativo. Embora não faltem pepinos, é bastante conhecida a capacidade de esquiva do governador, como aconteceu no caso das chacinas praticadas por segmentos da PMs travestidos de justiceiros, algo que não mereceu do governador sequer um "ai", apenas pra dizer que tomou conhecimento dos fatos.

Especificamente no caso das bombas, ele pode até passar a responsabilidade de desativar ou detonar uma delas a seu vice. Isto é, no caso da sanção ou veto do projeto recentemente aprovado na Assembléia Legislativa liberando a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, Simão pode deixar para o evangélico Zequinha Marinho arcar com o desgaste da decisão.

Porém, a outra bomba fatalmente cairá no colo de Simão sem que possa passar a bola, ou a bomba, adiante. Trata-se da ameaça do fim da exportação do boi vivo, item que o Pará é responsável por 96% da comercialização. Segundo o colunista Mauro Bonna, há gente que opera no setor dos frigoríficos com muita influência no interior do governo e isto poderia levar ao fim daquele comércio, ainda mais depois do ocorrido em Barcarena mês passado, quando um navio afundou e quase cinco mil reses morreram.

Vejamos como se comportará Simão nessa guerra entre pecuaristas e donos de frigoríficos. Certamente não deixará que o tomem por ostra, a grande perdedora da briga entre rochedo e o mar. Então, como bom folião que sempre foi, talvez, na hora da decisão lembre daquele tradicional bloco da folia mosqueirense cujo nome já encerra oportunos ensinamentos, "Já que está dentro, deixa ficar" e assim não ficar mal com ninguém que tenha poder econômico, tática que vem dando certo na tri carreira de Simão.

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