Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dilma põe tragédia na conta da responsável: a Vale

O que sobrou da privataria(Foto: Conversa Afiada)
O mais hediondo crime já cometido até hoje por um presidente brasileiro foi a venda da Companhia Vale do Rio Doce, feita por FHC. Na ocasião, a tenebrosa transação consolidou-se pelo irrisório preço de R$3 Bilhões, atribuindo valor zero à mina de ferro de Carajás(PA). Acontece que o mercado mundial avaliava(em 2000) em R$3 Trilhões o valor da referida mina. Ou seja, o 'Príncipe da Privataria' vendeu aquele patrimônio por mísero 1% de seu valor.

Desde então, a privatizada Vale tornou-se um forte ator na política brasileira influindo em destinos políticos de legendas, escolha de candidatos e até políticas de governos estaduais onde seu poderio econômico molda os apetites dos vassalos que ajudou a eleger.

O caso da tragédia social e ambiental de Mariana tornou-se o maior exemplo desse desmedido poderio, bem como o mal que poderia fazer a diversas comunidades. Não por coincidência, o patife Aécio neves tentou dissimular esse enorme poderio transferido a uma empresa privada por governantes depravados ao declarar, 'Não é hora de procurar culpados'.

Felizmente, essa vilania aecista, no fundo uma tentativa de tirar o corpo fora para ocultar sua omissão criminosa, não contou com a conivência da presidenta Dilma. Como informou agora há pouco Paulo Henrique Amorim, citando trecho de reportagem da Folha,  "A presidente Dilma Rousseff pediu que o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) delegue à mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, todos os custos para recuperar os municípios atingidos pelo rompimento de duas barragens na região de Mariana, em Minas Gerais.Segundo a Folha apurou, a presidente tem dito a aliados que não é papel do governo federal assumir as despesas de uma tragédia causada por empresas privadas.

Simples assim. Afinal, esses arrojados empreendedores não pairam acima da lei, muito menos são infensos aos riscos inerentes a seus projetos, daí quanto mais arrojados, mais cuidadosos devem ser com a enorme contribuição que dão ao país quando geram a riqueza que dizem ser fundamental ao nosso desenvolvimento. Que assim seja. Como diria o indefectível ministro Cardozo, republicanamente.

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