Ao mesmo tempo, nada dizia a respeito desse fato, primo do Aécio vendia habeas corpus pra traficantes de drogas no interior de MG. Evidentemente, para o jornalixo global, isto só viria ao caso se fosse primo do Lula.
Não por acaso, apresentadores e repórteres do JN fizeram cara de velório ao noticiar a aprovação da lei, de autoria do senador paranaense Roberto Requião, que regulamenta o direito de resposta a quem sentir-se caluniado, difamado ou injuriado por eventual noticiário. A ênfase foi dada à manifestação das entidades corporativas da mídia, mostrando sua insatisfação com aquilo que foi aprovado.
Certamente que gostariam de continuar na condição de foras da lei, impunes e facciosos e ainda alegando ser essa postura parte da "liberdade de expressão" que nunca lhes foi negada desde que o país livrou-se do regime de exceção.
Com efeito, a vigência de uma lei que substitua em parte a famigerada Lei de Imprensa que o STF extinguiu atrapalha os planos politiqueiros dessa corporação, revelados recentemente por D. Judith Brito a respeito da forcinha dada à oposição fraquinha a fim de equilibrar o jogo político.
É menos uma corporação que manda às favas os escrúpulos profissionais impunemente. Prestar contas de eventuais irresponsabilidades em nada afeta a liberdade de expressão, mas poupa o país de recorrentes patranhas pseudo jornalísticas que viravam investigação de parlamentares oportunistas. Com isso, cresce a possibilidade de termos menos barulho e mais apuração, assim como mais informação, enfim, um direito fundamental da população, hoje sistematicamente negligenciado em razão das conveniências da dita 'oposição fraquinha'.


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