
A mídia venal compra correndo a versão que o PSDB abandonou Cunha e pede seu afastamento. Mais um golpe dessa "turma da Maria Pretinha". Na verdade, tudo não passa de pressão para que Cunha apresse a tramitação do pedido de impeachment, qualquer um dos 19 que os golpistas deram entrada.
A privataria não é tola nesses assuntos e já devia saber da existência, depois lido pelo líder do PSC, deputado federal André Moura (SE), um manifesto assinado por 12 partidos em defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, alvo de acusações relativas a supostas contas no exterior. Moura, no entanto, disse que o manifesto pró-Cunha representa 230 deputados, quase a metade da Casa. O documento é assinado pelos líderes do PR, PMDB, PSC, PP, PSD, PRP, PTB, PTdoB, PEN, PHS, PTB e SD.
A não assinatura, por parte de PSDB, DEM e PPS, parece jogada ensaiada entre o grupo que pretende aglutinar forças para o golpe. Simples, junte esses 230 subscritores do manifesto pró Cunha mais os representantes das três siglas mentoras do golpismo e temos a matemática que levará à cassação do mandato da presidenta. Claro que o raciocínio não pode ser tão extremadamente cartesiano se quiser dar certo, já que nem todos que estão com Cunha estão contra o governo. No entanto, diante da falta de estratégias mais inteligentes, o jeito é recorrer ao abafa misturado a estouro da boiada e torcer pelo êxito do se colar colou. Não à toa, essa é considerada a legislatura que conseguiu abrigar mais beócios nos últimos tempos. Credo!

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