Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
sábado, 17 de outubro de 2015
O feirão da Lava Jato
Longe, muito longe de estar acima de suspeitas desta vez, porém, dá a impressão que Jader Barbalho teve seu nome incluído na operação Lava Jato por delação premiada do tal Fernando Baiano, notório pau mandado de Eduardo Cunha, muito mais obedecendo a ameaça feita por Cunha que declarou, caso viesse a cair, não iria só e arrastaria muita gente.
Pelo visto, o ainda presidente da Câmara cumprirá sua promessa, não fazendo revelações verdadeiras que contribuam para esclarecer o caso, mas, fará disso um expediente para achacar desafetos. Lembremos que, no auge da 'cunhomania' parlamentar, Barbalho foi o único que bateu no deputado carioca, mais especificamente, criticando duramente a construção de uma espécie de shopping parlamentar nas dependências da Câmara Federal, iniciativa de Cunha muito criticada pela opinião pública, no entanto recebida com um um silêncio reverente pelo conjunto dos integrantes do Congresso Nacional. Jader foi duro e da tribuna manifestou temor de que essa ideia de jerico abrisse o precedente para a construção de um motel naquela Casa de Leis.
De fato, parece que a referida denúncia faz parte daquelas incentivadas pelo açodamento dos verdugos que comandam a operação, valendo-se da privação de liberdade dos acusados como tortura psicológica, daí não merecer maiores cuidados na hora de tecer o enredo resultando disso um conjunto de ilações tão maldosas quanto falsas. Barbalho defende-se dizendo que, à época em que teriam lhe pago a propina, não tinha mandato. E mais: não tinha prestígio político e muito menos trânsito pra ser comensal privilegiado desse tipo de banquete.
Fica, então, claro que esse tipo de factoide presta-se apenas pra colocar mais um ingrediente nessa rixa provinciana mantida por Barbalhos e Maioranas. O resto é a cara do tucano/togado Moro: tão insossa quanto desequilibrada.
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