Nos espaços interiores havia diversas atividades culturais, com violão e outros tipos de artes.. Eram grupos de pessoas de todas as idades, na maior compenetração, todos participando com muita alegria. Isso faz parte da política cultural do governo bolivariano, é gratuito e aberto a qualquer pessoa.
Exteriormente - além de grupos de estudantes reunidos, dos namorados e de tudo que tem num parque - vi um grupo de capoeira (por certo, o mestre era brasileiro) e um grupo grande fazendo yoga.
Também havia uma feira gastronômica com produtos da região amazônica venezuelana. Muito similar aos nossos produtos amazônicos, parece. Entre outras coisas, provei do “moñoco” e das formigas “culonas” torradinhas e salgadas (um irmão me disse que provavelmente eram a farinha d’água e as tanajuras).
No caso da yoga foi realmente impressionante ver tanta gente junta fazendo essa atividade. Acho que eram quase 200 pessoas. Muita gente mesmo. Nós saímos dali rejuvenescidos. A esperança nos rejuvenesce, com certeza.
Ao sair, pouco a pouco a realidade do acontecer político nacional foi nos lembrando o quanto ainda nos falta para que essa esperança seja realidade.
A oposição venezuelana tem dado um duro golpe na economia nacional, através da sua guerra econômica e financeira, que provocou uma inflação altíssima, um desabastecimento incrível com suas filas intermináveis e um dólar impossível (tudo igual ao golpe no Chile em 1973, quando Pinochet derrubou o Presidente Salvador Allende e montou sua sangrenta ditadura). O objetivo óbvio desse plano é criar um clima de descontentamento generalizado.
Pois bem, com esse plano maldito, essa oposição esteve tranquila e neste ano quase não tivemos violências na Venezuela, pois eles tinham a certeza que o povo venezuelano, com seu descontentamento, lhes daria o seu voto nas próximas eleições para o Congresso no dia 6 de dezembro. E, claro, isso lhes abriria as portas para seus outros planos maléficos. O principal deles, derrubar o Maduro.
Vade retro. Felizmente isso não se está dando. Atualmente, as enquetes, todas elas, dão como vencedor o bolivarianismo, o Maduro. Parece que por aqui a consciência popular atingiu um grau tal, que a sociedade venezuelana não está permitindo mais esse tipo de engano, esse tipo de assalto e de farsa criminosa.
Vocês aí no Brasil dirão que, então, eu tive um sábado cheio de boas vibrações e noticias, que estive cheio de esperança. É isso é certo. Mas é certo em parte. Como eu conheço muito bem a oposição capitalista venezuelana, desconfio que eles já devam estar preparando algo e sua única saída (como sempre) será aumentar a violência.
Ou seja, podemos deduzir até matematicamente que sua teoria é algo assim como: probabilidade de derrota implica numa subida da violência. Ou seja, uma variável (a derrota) é diretamente proporcional à outra (a violência).
Pois é, para ser franco eu não tenho dúvidas. Nenhuma. Com certeza vai se incrementar a violência aqui de novo, apesar das medidas governamentais preventivas, tomadas baseadas nas recentes experiências. Os opositores vão tentar algo e esse algo não me cheira nada bem. Esperemos. Já houve algumas escaramuças. Conheço esse gado. Enfim, aí estamos de novo: capitalismo, fascismo, já não se sabe quem é quem.
(Odorico Ribeiro- Notas Vermelhas/ Portal Vermelho)

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