Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Trapalhadas
Empresários, banqueiros, personalidades do mundo político e jurídico, até capos da mídia parecem descartar a estratégia golpista da oposição inconformada com a derrota na eleição passada, depois de terem praticado tantos crimes perfeitos que davam a certeza da vitória ao mimado e derrotado que até hoje chora.
Mais que isso: agora também começa a surgir no andar de cima a convicção de que a crise é mais política do que econômica, conforme declara o empresário Abílio Diniz ao site 247, para quem a crise é "fundamentalmente política, muito mais do que econômica. "Se tivermos tranquilidade política, a crise se resolve, não com grande facilidade, mas se resolve". E disse mais. Disse que "o Brasil está barato", que o "O nosso déficit é baixo, é claro que tem que ser estancado, mas é pequeno e ainda há fundamentos sólidos da economia", completou. O empresário pediu "união" dos brasileiros. "A hora em que superarmos a crise política através de união dos brasileiros, vamos superar a crise com certeza".
"União", nesse momento, deve significar palavrão para todos aqueles que dormem, acordam, levantam e trabalham o dia inteiro pensando em apear do poder conquistado legitimamente a presidenta Dilma. Esses não querem ouvir falar em união e muito menos que a população tenha informações do caráter da crise, daí pintar um quadro econômico mais feio do realmente é constitui-se ação fundamental para que bizarrices do tipo usar colar de tomates em público pareça coisa de gente normal e sugere realismo nesse "caos" encenado.
Some-se a isso a obsessão compulsiva de FHC em tentar inviabilizar a candidatura de Lula, e temos o caldo político efervescente que tensiona as relações, mas faz da economia o mordomo da trama. Depois de chamar enviesadamente Lula de 'chefe de quadrilha', recuando depois que vários blogs mostraram que a população ainda lembra de suas estripulias em catastróficos governos passados; de tentar negar legitimidade ao petista, agora FHC vem falando da falta de lideranças no país, mais um petardo mal disfarçado contra Lula que pouco efeito terá fora da tribo que ainda ouve os conselhos desse feiticeiro fracassado.
Na verdade, todo essa crise artificialmente inflada parece ter como objetivo estender essa novela até 2018, fazendo com que Lula chegue à disputa sangrando, aliás, repetição daquilo que foi tentado e não deu certo em 2006.
Parece que a crise das bolsas chinesas pregou mais uma peça no golpismo destrambelhado, que passou mais de um ano dizendo que a crise era eminentemente nacional e agora se vê flagrada em mais uma mentira deslavada. Agravada porque as declarações acima referidas parecem traduzir a certeza de que o grande capital não aposta um centavo furado nas alternativas que o golpismo lhes oferece, optando por chamar todos à responsabilidade e sentenciando, neste momento 'ruim com Dilma, pior sem ela'.
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