Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Empobrecendo o debate


Como o jornalixo brasileiro perdeu totalmente qualquer relevância como instrumento de análise da conjuntura política do país, limitando-se a produzir panfletos desimportantes, perde-se a oportunidade de debater assuntos de grande relevância, por exemplo, abordar causas, implicações e alternativas administrativas ao tratamento dado pelos governantes tucanos aos trabalhadores da educação nos estados de São Paulo, Paraná e Pará.

Após mais de sessenta dias de greve da educação no Paraná, o governador Beto Richa mandou para a Assembleia Legislativa um projeto de reforma tributária que é um verdadeiro tarifaço contra o contribuinte na medida em que aumenta consideravelmente a alíquota do ICMS de todos os produtos em que incide esse imposto, tudo porque o governador queria retirar recursos do fundo previdenciário para bancar o pagamento do funcionalismo e acabou recuando da estapafúrdia medida por óbvios motivos, persistindo a necessidade de tapar seus rombos financeiros.

No Pará, os trabalhadores da educação caminham para completar a primeira semana de greve, também por serem vítimas de cortes em seus salários. O governador recusa-se a atualizar o valor do piso nacional dos respectivos salários, além de inventar um ardil tão nefasto quanto anti pedagógico, ou seja, a Secretaria de Educação manda os diretores das escolas estaduais extinguir as salas de aula que tenham menos de 35 alunos, este, ao contrário, o número máximo de alunos por sala recomendado no Plano Nacional de Educação. Com essa velhacaria e prova do descaso o governo reduz os ganhos salariais da categoria ao reduzir o ganho com hora-aula.

Em São Paulo, as reivindicações são semelhantes.  Além das reposições salariais devidas, querem os professores a reabertura de 3.300 salas de aula, outro acinte didático cometido por outro governante tucano.

Além do descaso flagrante, outro dado chama a atenção: além de tucanos, os governadores desses três estados são sucessores de si mesmos e iniciaram o atual mandato expondo as v´sceras comprometidas de suas gestões anteriores. O do Pará, por exemplo, beira estourar o orçamento pra pagamento de pessoal e resolveu extinguir secretarias, autarquias, cargos e ganhos a fim de evitar. o do Paraná estourou tudo, daí ter tentado tomar de assalto recursos previdenciários; e o de São Paulo expôs a penúria ao demitir centenas de servidores de sua companhia mais importante do momento, aquela que cuida do turbulento abastecimento de água.

Com as dívidas renegociadas, o conhecimento pleno do que foi executado no exercício anterior e com toda a familiaridade daquilo que deve ser incluído no próximo Plano Plurianual seria bom que houvesse um debate nacional a respeito das mazelas que acometem esses e outros governos a ponto de faze-los partícipes das dificuldades ora vividas pelo país. O problema é que tem o dever de fazer isso se omite e limita-se a evitar politiqueiramente o bom debate. Uma pena!

  

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