Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 22 de março de 2015

Farsa e banditismo


O advogado do bandidão Alberto Yousef é a cara da elite branca que foi domingo(15) às ruas pra gritar 'Fora, Dilma!'. Aquela mesma que não resite a uma quebra de sigilo bancário, mas diz detestar a corrupção.

O dito cujo causídico, amigo de infância do larápio Beto Richa, governador do Paraná, em entrevista concedida a jornalista Mônica Bérgamo, hoje(FSP, transcrita pelo Diário do Pará) usa todas as imprecações que os coxinhas pilhados em gravações feitas nas ruas para expor sua boçalidade e desinformação a respeito da história, usam pra mostrar seu descontentamento com o governo  e as conquistas sociais ensejadas por ele, tais como exigir que assinem carteira de suas empregadas domésticas; o descontentamento de ver pobres pegando o mesmo voo que eles e o uso do mesmo perfume que usam, entre outros incômodos causados .

Tudo isso seria irrelevante não estivesse atualmente esse celerado empenhado em colaborar com a farsa de outro membro da patota paranaense, cujo capo é o malsinado juiz Sérgio Moro, em inventar um ardil que criminalize Lula a fim de impedir a candidatura do petista à sucessão de Dilma. O enredo, exposto na citada entrevista, é tão canalha quanto a figura que o expõe. Pensa em excluir Dilma das delações maquinadas pelo juiz paranaense, e agora pelo titular da PGR juntado ao grupo de traquinas, e incriminar Lula. Claro. Dilma não pode ir à reeleição bastando deixá-la sob fogo cruzado até impedir que faça seu sucessor.

Desde que não seja Lula, obviamente, o único imune ao sangramento de Dilma, programado para os próximos anos. Lula é o maior presidente da história do país e detentor de um prestígio internacional que certamente será ressaltado a quando da próxima disputa, sendo um dos muitos fatores que refrescarão a sempre seletiva memória da direita viralata, hoje já em pânico, que dirá mais à frente.

Os mesmos que condecoraram o bandidão oriental Alberto Fujimori, passado por peruano pra enganar a população daquele país; os mesmos que venderam a Embratel e deram de mão beijada à NSA os nossos segredos de estado que permitiram a espionagem feita pelo governo Obama; os mesmos que agem aberta e criminosamente contra os interesses do país usando a Petrobras são os mesmos que estão por trás desses de atos de banditismo explícito.

Não por coincidência, voltam a circular boatos a respeito da fantástica fortuna amealhada pela família de Lula. Não faz um mês que a polícia de Brasília prendeu um meliante travestido de repórter da Veja/Bandida, que invadiu o condomínio onde mora o irmão de Lula a fim de forjar fatos que dessem sentido ao boato que inventara; há uns três ou quatro dias, um deputado tucano voltou a especular sobre a "fortuna" lulista. Processado, escondeu-se no biombo da imunidade parlamentar a fim de retardar a obrigação judicial de responder por sua infâmia.

Contra essa corja, só há algo que os faz temer, como ficou patente ontem no escrevinhamento do global Merval Pereira(ver post neste blog sobre o assunto). É a presença do povo brasileiro nas ruas para defender as conquistas populares alcançadas nos últimos treze anos. Com efeito, é preciso ir às ruas de todo o país, não apenas naquelas que os coxinhas conhecem, e mostrar que a população brasileira, aquela mestiça, de fisionomia típica da nossa brasilidade, quer mudanças e não retrocessos, aquela que sabe o que não quer, pois experimentou por oito anos o gosto amargo de um governo neoliberal, comandado por um assaltante que deixou a todos que vivem de seu trabalho de pires na mãos. Esses não voltarão!

 

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