Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
terça-feira, 17 de março de 2015
Acabar com a compra de votos(fundamento da corrupção) parece não estar nos planos da privataria
O financiamento de campanha continua sendo o item principal de discussão dos vários projetos de reforma política que estão sendo sugeridos para o país, mas se depender da proposta entregue hoje (17) pela executiva nacional do PMDB, o financiamento privado continua e o mandato presidencial passa ser de seis anos, mas sem direito à releição.
Tudo muito bem, tudo muito bom, mas a direita aliada da mídia, leia-se PSDB, DEM e PPS, que posicionamento adotará? Ficarão com a proposta pemedebista? Terão a coragem de dizer publicamente que são contra o financiamento privado, pelo menos eram, mas isso faz muito tempo, antes do bacanal promovido por FHC pra comprar sua reeleição a R$200 mil por deputado?
Até o posicionamento público, ficamos assim: vão às ruas combater a corrupção, no entanto, na hora de tomar a medida crucial que pode por termo à compra de parlamentares, consciências e bancadas não abrem mão dessa depravação que conspurca há décadas o processo eleitoral brasileiro e submete a vontade soberana do povo ao poder econômico.
Pra piorar, o malsinado Gilmar Mendes anunciou hoje que não devolverá a ADI da OAB, que questionava a constitucionalidade da influência do poder econômico nas eleições, por sinal, ação vitoriosa por larga margem de votos, o placar está 6X1 e a votação não é concluída por conta dessa manobra patética e desrespeitosa com a própria suprema corte brasileira, afinal, se achava que a matéria é estranha às prerrogativas do STF que levantasse a questão de ordem antes do início da votação.
Ora, se Gilmar declara publicamente que não devolverá, resta ao presidente Ricardo Lewandowsky promulgar o resultado da votação, passando a viger a vedação desse resquício herdado da República Velha e maquiado durante a ditadura militar/empresarial, que nos legou o atual estado de coisas, causa da repulsa popular.
Enfim, nesse momento espera-se que todos mostrem a cara e digam honestamente aquilo que defenderão na hora de votar a reforma política, seja qual for o texto-base a ser examinado. E tudo sob os olhos da sociedade brasileira, a principal interessada na travessia institucional do país dessa tormenta à decência ansiada. Só isso!
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