Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Hora de derrotar Eduardo Cunha, Gilmar Mendes, Rodrigo Maia e a direita midiática
Sob a presidência de um dos filhos da elite patrimonialista, o deputado demo Rodrigo Maia, o presidente da Câmara Federal deu mais um passo pra acelerar a votação da PEC 352/2013, que trata da contra-reforma política, visando manter o atual status quo da política brasileira sob o jugo do poder econômico.
Assim, o ministro tucano do STF, Gilmar Mendes, ganha mais tempo pra impedir que a presidência do Supremo promulgue a proibição do financiamento privado de campanhas eleitorais, apesar do resultado da ADIN já ser vitorioso na Corte Suprema, a partir de proposta feita pela OAB e corroborada pela maioria dos ministros da Corte.
Além disso, ao acelerar a votação dessa PEC meia-sola, Cunha tenta abortar a proposta de Emenda Popular, com mais de 7 milhões de subscrições, que propõe a criação de uma Constituinte exclusiva para elaborar uma reforma política que sepulte definitivamente o entulho autoritário ainda vigente. Não foi por outro motivo que o comando da contra-reforma ficou nas mãos de um beneficiário da políticagem hereditária.
Está chegando a hora do embate que vem sendo adiado desde que o PT assumiu a presidência da República e teve como seu aliado jeckill/hyde o PMDB, este hora governo, hora oposição, até chegar o momento presente, quando não dá mais pra empurrar mais pra frente o confronto na medida em que a sociedade não aguenta mais ver o poderio financeiro ditando as normas da política nacional.
É hora, com efeito, de botar o 'bloco na rua, gritar, botar pra gemer'. Ninguém pode dormir de touca e ficar parado vendo a banda conservadora do parlamento, mancomunada com as gangues midiáticas que controlam a mídia tradicional, dar as cartas e impor a velhaca mudança que visa deixar tudo como está. Ao PT, à esquerda e ao governo resta lutar pra fazer valer seus compromissos assumidos em praça pública e evitar, ainda, o desgaste pelo fracasso que significará a aprovação de algo que não atenda ao interesse da sociedade, daí ser fundamental multiplicar em praça pública os milhões de brasileiros que já se manifestaram pela mudança verdadeira.
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