Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Simão Lorota, 'Peixe Agulha' e a coragem de dizer

De tanto reclamar da 'herança maldita' que seu governo anterior deixou para o atual, sugiro que Simão Lorota adote o rigor do coronel José Lopes de Oliveira. O citado coronel viveu aqui em Belém lá pelos anos 60\70 e era alcunhado de 'Peixe Agulha', além de ter a fama de pingar pra cima de truculento.

Certa vez, chegava ao Quartel General ali da Praça da Bandeira, por volta das 10hs, quando avistou um soldado que também adentrava o recinto naquele momento. Peixe Agulha, então, foi logo repreendendo o subalterno por chegar ao serviço em horário tão inapropriado, e recebeu uma resposta tão inusual quanto surpreendente, pois ninguém ousava dirigir-se a ele principalmente para contestá-lo. Mas aquele soldado ousou e disse, 'estou chegando junto com o senhor, coronel'.

Furibundo, o coronel tomou a medida mais apropriada ao seu jeito boçal de ser, mandando prender imediatamente o recruta e, ato contínuo, solicitou ao oficial de dia que providenciasse uma cela e deu voz de prisão pra si mesmo.


Não se está querendo que Simão chegue a extremos de tomar atitude semelhante, até mesmo porque isto caberia ao Poder Judiciário estabelecer a punição e o tamanho desta. No entanto, o governador bem que poderia dissecar 'a mardita', obviamente a herança, e fazer como fez anteriormente, quando teceu loas ao seu jeito de governar, bradou aos quatro cantos a arrumação da casa, gastou uma fortuna em propaganda enaltecendo as virtudes de um tesouro recheado de recursos e preparado para fazer do Pará uma ilha de prosperidade, tudo, agora se sabe por ele próprio, balela, ou, mais apropriadamente , LOROTA.

Vai, Simão! Conta tudo. Diz que o estado está quebrado, endividado, impotente pra manter minimamente suas obrigações de administrar decentemente essa máquina. Diz também o porquê de termos chegado nessa situação. Aponta, também, quem são os culpados. Quem gastou de forma irresponsável o dinheiro público, assim como quem foi beneficiado por essa incúria, que nos deixou nesse estado de indigência administrativa que os indicadores sociais e econômicos traduzem como uns dos mais infames do país. Vai, Simão! Passa pro outro lado da vara e, como o peixe da historinha acima, toma uma atitude corajosa. Ao menos uma vez.

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