Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 18 de janeiro de 2015

General Getúlio. Ou, sargento Jeannot?

Um general com mentalidade do 'sargento Getúlio'. Essa é a melhor definição que se pode aplicar ao oficial recrutado pelo governador Simão Jatene às Forças Armadas para dirigir a Secretaria de Segurança do Pará. Se fosse pra comandar a Volante de Sergipe, lá pelos anos trinta do século passado, ainda vá lá. Mas, em pleno século XXI, deparar-se com a boçalidade resumida na convicção de que as leis eslavas devem ser mais civilizatórias que as do Camboja só mostra o risco social que corremos sob essa visão de mundo que reduz o Pará a um enorme quartel.

Como o personagem de João Ubaldo Ribeiro, o general parece transpirar saudosimo dos atos institucionais, IPMs e outros instrumentos usados pela truculência nos tempos da 'Redentora'. Partidário do velho cacoete da lei personalizada no indivíduo, uma espécie de l'état cest moi, a manifestação do general indica a absolvição a priori dos excessos que fatalmente virão a ser cometidos por sua tropa, justificados pela gravidade da situação.

Há, então, embutido nessa dúvida algo que incomoda bastante, a saber: se o anacronismo de Jansen atingirá os mesmos níveis do de Getúlio, a ponto de ignorar manifestações mais republicanas, sejam de origem eslava ou cambojana, na defesa da precedência da inocência até prova concreta que a desminta.

Nesse caso, poderemos estar diante de um imbroglio nada prosaico, diante da sensação de poder do general. Será que Simão terá coragem de exonerá-lo do cargo, caso esteja submetido a enormes pressões sociais que tornem insustentável sua continuação à frente da SEGUP. Ou Simão, salomonicamente, inventará uma secretaria, melhor dizendo, uma super secretaria que abrigue o general, sem que ele dê pitaco na segurança pública. A que nível de teratologia administrativa estamos chegando.




2 comentários:

Anônimo disse...

Vc usa droga ou nao sabe o q fala.

Na Ilharga disse...

A única droga que consumo é o noticiário diário dessa mídia nojenta, onde me deparo com tanto vigarista travestido de servidor público