Na hora do proselitismo, todos são a favor da educação, independente de credo, ideologia, cor partidária, religião, paixão clubística etc No entanto, na hora do 'pega pra capar', ou seja, quando é dada a oportunidade de mostrar essa convicção retórica o que mais se vê é gente recorrendo aos advérbios de modo pra expor suas restrições ao que é declarado em outras oportunidades.
Como se vê hoje no Diário dos Barbalhos, prefeitos de municípios de todos os estados da Região Norte demonstram incômodo com o reajuste do Piso Nacional do Magistério, como se R$1917,78 fosse uma soma astronômica capaz de inviabilizar as finanças desses entes federados; e como se não houvesse aporte de recursos, por parte do MEC, a fim de ajudar esses administradores a pagar um salário mínimo aos profissionais dessa área que todos julgam essencial para o desenvolvimento do país.
Já a mesma grita não é percebida a respeito da remuneração dos chamados ocupantes dos cargos DAS, muitas vezes um gasto sem retorno em forma de serviço, apenas para cumprimento de certas promessas eleitorais. Claro que não se está generalizando o comportamento do mau gestor acusando indiscriminadamente, muito menos condenando a existência dos chamados cargos de confiança No entanto, é público e notório que essa grita conspira gritantemente contra uma conquista do magistério e contribui com o retrocesso intentado pelos arautos do empreguismo no serviço público.
Cabe ao bom gestor, mesmo enfrentando dificuldades com esse gasto, correr atrás e contribuir para que a educação pública no Brasil entre definitivamente na rota da qualificação, certo de que esse objetivo jamais será alcançado se os professores forem tratados como pessoal de segunda categoria e sua remuneração vista como estorvo à administração pública.

Nenhum comentário:
Postar um comentário