Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Direito de resposta nos meios de comunicação dorme na gaveta do presidente da Câmara Federal

Aprovado no Senado Federal, projeto do senador Roberto Requião (PMDB-PR) prevê resposta imediata garantida a quem for ofendido pela mídia.



O projeto de lei que pretende regulamentar o direito de resposta nos meios de comunicação está parado na Câmara dos Deputados desde abril de 2014. O texto foi aprovado por unanimidade no Senado, em setembro de 2013, e enviado à Câmara onde, mesmo em regime de urgência, ainda não foi apresentado para votação em plenário.

“É um absurdo, uma violência brutal que ainda esteja parado na mesa”, repudia o autor da proposta, senador Roberto Requião (PMDB/PR). Segundo o parlamentar, o regimento interno da Casa é desrespeitado com a demora “injustificada”em votar o texto.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 141 quer garantir a qualquer pessoa que se sinta ofendida por um conteúdo veiculado na imprensa o direito de resposta imediato e gratuito, nos mesmos moldes do material reclamado; Ou seja, com o mesmo destaque, publicidade, periodicidade e dimensão do agravo. E vale para qualquer veículo, como rádio, televisão, internet ou material impresso.

Grande mídia pressiona

Segundo Requião, existem pressões dos grandes veículos de comunicação do País para que o projeto não seja apresentado para votação. “Estão impedindo os parlamentares de se expressarem porque sabem que também será aprovado com facilidade pelos deputados”, afirma.

Conforme o texto, deverá ser concedido direito de resposta por reportagem ou publicação cujo conteúdo ferir “a honra, a intimidade, a reputação, o conceito, o nome, a marca ou a imagem de pessoa física ou jurídica identificada ou passível de identificação”. O texto define o direito a ação por dano moral, mesmo que a retratação ou retificação tenha sido feita de forma espontânea pelo veículo. No caso da retratação espontânea, é garantido, também, o espaço e dimensão proporcional a agressão.

Garantir celeridade

O direito de resposta é previsto na Constituição Federal e era descrito também na Lei de Imprensa, revogada pelo Supremo Tribunal Federal em 2009. “Não se trata de censura. É apenas uma forma de garantir celeridade desse direito constitucional”, explica o senador.

Para o vice-presidente Nacional do PT e coordenador de mídias sociais do partido, Alberto Cantalice, a aprovação do projeto deve estar entre as prioridades para 2015 dos partidos progressistas na Câmara. “É urgente. O Brasil é um dos poucos países que ainda não garantiu esse direito”, explica.

“Nos falta, hoje, mecanismos de defesa contra a calúnia, a injúria e difamação publicadas por parte da imprensa”, afirma o dirigente. Ele acredita que haverá uma mudança na postura dos meios de comunicação caso o projeto vire lei. “A imprensa é livre e deve continuar sendo, mas onde está a responsabilidade com o que publicam?”, questiona.

(Agência PT)

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