A CBF está convencida de que as duas competições organizadas por ela promovem a integração nacional do futebol brasileiro. Mas o que é mais relevante: um torneio mata-mata ou os campeonatos estaduais?
A Copa Verde reúne 16 clubes de todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste (menos Goiás), mais o Espírito Santo. Já a Copa Nordeste é integrada por 20 clubes da região.
Porém, são crônicos os problemas nos campeonatos estaduais na maioria das localidades que participa dos dois torneios. Os motivos são diversos, mas centram-se na falta de recursos – embora alguns deles contem com dinheiro público para sua realização.
Clubes atrás de patrocínio têm aos montes. A conversa de seus dirigentes é a mesma todos os anos: “Sem dinheiro não temos como jogar o estadual”.
Pendengas judiciais também são entraves comuns – inclusive paralisando competições em andamento.
Liberação da Defesa Civil e dos Bombeiros de estádios para jogos costuma ser um parto. Com várias arenas caindo aos pedaços, ninguém assume responsabilidade de consertá-las – e muito menos abri-las.
Deslocamentos demorados e caros de uma cidade a outra para realização de partidas são temas frequentemente colocados à mesa de discussão.
No Amapá, Piauí, Rondônia e Roraima nem segunda divisão do campeonato estadual foi disputada no ano passado – séries de acesso são essenciais para profissionalização do futebol.
A impressão é que os clubes pequenos estão acabando – especialistas afirmam que isso é também um dos motivos da escassez de talentos no futebol brasileiro.
Enquanto os grandes clubes sonham com o fim dos estaduais, tais competições deveriam ser incentivadas nos estados onde não existem equipes nas principais divisões do futebol brasileiro – na Série A desse ano haverá apenas um representante do Nordeste (Sport) e um do Centro-Oeste (Goiás), o restante é do Sul-Sudeste; na Série B, a competição terá apenas um representante do Norte: o Paissandu (PA).
Na Copa Verde, a CBF ajuda nos deslocamentos. O canal de televisão Esporte Interativo transmite com exclusividade o torneio (assim como a Copa Nordeste) e também ajuda a pagar as despesas dos clubes. O Ministério dos Esportes ainda repassa dinheiro à competição.
Enquanto isso, campeonatos estaduais de clubes envolvidos nas copas da CBF vivem as mínguas. Um projeto comum para o desenvolvimento das competições locais fora dos centros badalados do futebol é premente.
No Amapá, Piauí, Rondônia e Roraima nem segunda divisão do campeonato estadual foi disputada no ano passado – séries de acesso são essenciais para profissionalização do futebol.
A impressão é que os clubes pequenos estão acabando – especialistas afirmam que isso é também um dos motivos da escassez de talentos no futebol brasileiro.
Enquanto os grandes clubes sonham com o fim dos estaduais, tais competições deveriam ser incentivadas nos estados onde não existem equipes nas principais divisões do futebol brasileiro – na Série A desse ano haverá apenas um representante do Nordeste (Sport) e um do Centro-Oeste (Goiás), o restante é do Sul-Sudeste; na Série B, a competição terá apenas um representante do Norte: o Paissandu (PA).
Na Copa Verde, a CBF ajuda nos deslocamentos. O canal de televisão Esporte Interativo transmite com exclusividade o torneio (assim como a Copa Nordeste) e também ajuda a pagar as despesas dos clubes. O Ministério dos Esportes ainda repassa dinheiro à competição.
Enquanto isso, campeonatos estaduais de clubes envolvidos nas copas da CBF vivem as mínguas. Um projeto comum para o desenvolvimento das competições locais fora dos centros badalados do futebol é premente.
A CBF, exemplo de gestão de recursos no esporte, deveria transferir seu know how às federações e seus combalidos estaduais – para o bem da integração nacional.
(Augusto Diniz/ via GGN)
(Augusto Diniz/ via GGN)


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